Dr. Arnoldo Velloso da Costa
Esta apresentação focaliza a mudança nos hábitos alimentares que substituíram os óleos saturados tropicais de coco e palmeira, cujos componentes são ácidos graxos(AG) saturados de cadeia média, de propriedades saudáveis consagradas por hábitos milenares em várias regiões do mundo, por óleos poliinsaturados de soja, modificados artificialmente por hidrogenação e convertidos em gorduras trans, cujos efeitos fisiológicos são opostos e nocivos.
A brusca alteração na composição dietética, resultante de injunções de interesse comercial e orquestrada nos EUA, em 1986, com campanhas anti-gorduras saturadas para distorcer os achados científicos, resultaram nos problemas de obesidade epidêmica, diabetes descontrolada em adultos, aumento da incidência de câncer, disfunção imunitária e, aumento de doenças cardio vasculares e problemas do desenvolvimento infantil, que custaram e estão custando milhões de vidas, o que impõe uma rigorosa revisão do paradigma científico dos lipídios, sobretudo no Brasil, que substituiu uma velha e benéfica indústria de gordura de coco pelo terreno movediço dos óleos polinsaturados e hidrogenados e gorduras trans.
Uma revisão na literatura mundial ressalta que os óleos e gorduras tropicais são saudáveis e foram usados por milênios na medicina Ayurvédica na Índia e em muitas regiões do mundo,e estudos médicos realizados já no inicio da campanha contra as gorduras saturadas na Índia , evidenciaram em Nova Delhi, a superioridade das gorduras de coco em confronto com os óleos polinsaturados de girassol e açafrão, na prevenção de problemas cardiovasculares e diabetes sendo , no fim do estudo, os óleos polinsaturados considerados deletérios à saúde dos indianos1.
Um outro estudo no Sri Lanka,apontou que , antes de 1950 , os ataques cardíacos eram raros no país,mas aumentaram de forma acentuada de 1970 a 1992, paralelamente à baixa do consumo de 132 para 90 cocos por pessoa por ano, redução essa motivada pela propaganda contra as gorduras saturadas, cujo resultado foi o contrário um incremento de doenças cardiovasculares2.
Por sinal, um outro trabalho comentado no Demographic Year Book of the United Nations(edição de 1978) relatou que o Sri Lanka exibia a menor taxa de doenças isquêmicas cardíacas em todo o mundo e o coco representava a gordura principal na composição dietética local.3
O óleo e a gordura de coco desempenham um importante papel na estabilidade das membranas celulares que são constituídas por ácidos graxos saturados na proporção de 50 %.Por sinal, a fisiologia óssea necessita de ácidos graxos saturados para a efetiva incorporação do cálcio na estrutura esquelética. Os AG saturados reduzem a lipoproteína (a), que aumenta o risco das doenças cardiovasculares.
Além de aumentar a defesa imunitária, os AG de cadeia média são necessários para o organismo promover a utilização apropriada dos AG essenciais.
Os AG ômega 3 são retidos nos tecidos mais adequadamente quando a dieta é rica em gorduras saturadas.
Por sinal, os AG saturados palmítico(16:O) e esteárico(18:0) são os nutrientes exigidos pelo coração que a eles recorre em situações de estresse.4
Um estudo clínico está em andamento, em Brasília, com amostras do óleo de coco das Filipinas, produto em fase de retomar a sua devida importância no mercado norteamericano e mundial.
Bibliografia:
- S.Sircar e U. Kansra.-Safdarjang Hospital, New Delhi. Choice of cooking oil-myths and realities.Journal of the Indian Medical Association.1998 Oct,96:304-7.
- Rethinan,P : Jakarta Post, Jun 18,2003. reportagem do Banco Central do Sri Lanka sobre o consumo anual de cocos e ocorrência de doenças cardiovasculares.
- Kaunitz,H.: “Medium chain triglycerides(MC) in aging and arteriosclerosis.Journal of Experimental Pathology, Toxicology and Oncology.1986(Mar- Apr),6:115.121.
- Enig,Mary G.Know your fats:the complete primer for Understanding the Nutrition of Fats, oils and Cholesterol..Bethesda Press.2002.pp:52-87
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Os efeitos das fibras na saúde têm levado ao crescente reconhecimento dos cientistas e profissionais de saúde. Na verdade, tem ocorrido um “renascimento das fibras”, que tem emergido do campo da nutrição para fazer parte de uma variedade de outras áreas médicas.
O grande interresse da importância das fibras surgiu em conseqüência da correlação das dietas ricas em gordura e pobres em fibra com o aumento de certas doenças em países industrializados. Esta relação levou à “Hipótese da Fibra”, primeiramente descrita por dois médicos ingleses Dr. Denis Burkitt e Dr.Hugg Trowell no início dos anos 70.
A “Hipótese da Fibra” conclui:
Uma dieta pobre em fibra, ou causa, ou predispõe os indivíduos a certas doenças.
Uma dieta rica em fibras normaliza a função gastrointestinal, ajuda a prevenir doenças,como: câncer de cólon, colites, diverticulites, diverticulose, obstipação intestinal, hemorróidas, flatulência, alergias, câncer, obesidade, colesterol alto, diabetes, reumatismo, calculo renal, infarto, derrame, anemias e outras. As doenças do metabolismo, em especial, recebem forte incremento terapêutico à associação farmacológica / dietética baseada no consumo de fibras.
Com base em muitos estudos avaliando estas hipóteses, tornou-se bastante claro que as pessoas em sociedades industrializadas podem se beneficiar de um aumento de fibras em suas dietas.
Ocorrendo mudanças nas recomendações médicas e muitas Organizações de Saúde tais como o Instituto Nacional do Câncer, a Sociedade Americana de Câncer, a Sociedade Americana do Coração e o FDA, que passaram a recomendar dietas pobres em gorduras e ricas em fibras, derivadas de fontes alimentares.
As fibras solúveis têm ação principalmente metabólica, e atuam na parte superior do trato gastrointestinal, mais especificamente no estomago e no intestino delgado, produzindo altas concentrações de substâncias específicas denominadas de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). As Insolúveis têm ação principalmente mecânica e atuam no intestino grosso, aumentando o volume fecal e fazendo com que haja a produção de fezes mais macias. Por isso, elas estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças como diverticulite e câncer de cólon. Ambas se complementam.
A quantidade total de fibras recomendada varia de 20 a 35 gramas ao dia. O FDA, por exemplo, recomenda a ingestão diária de, no mínimo, 20 gramas, sendo 1/3 de fibras solúveis e 2/3 de fibras insolúveis. Na maioria dos países ocidentais, a média de ingestão de fibras está muito abaixo desta quantidade recomendada e a adequação para a quantidade recomendada implica em mudanças importantes nos hábitos alimentares, nem sempre possíveis. Recomendando- se então o uso de Suplementos à Base de Fibras. Somente a educação e o constante direcionamento nutroterápico, mesmo que subjetivo, poderá minimizar o impacto da má nutrição social no principio de algumas patologias.
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Instituto de Ciencias Médicas Linus Pauling
Propriedades
Apoiada por provas de laboratório como o Instituto de Ciências Médicas Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia, o Conselho Internacional de Ciência do Aloe (IASC) e a Universidade de Oklahoma trabalham em estudos oficiais sobre a Babosa.
Muito bem, e quais são essas propriedades que fazem desta planta uma “Imperatriz”?
O Dr. Greg Henderson, diretor de uma clínica naturalista, no estado da Califórnia, apoiado em provas de laboratório, menciona as seguintes propriedades da babosa:
- Ação Anestésica: A Aloe Vera reduz a dor ao ser aplicada no lugar do ferimento devido a sua grande capacidade de penetração, ocasionada pela presença de LIGNINA, vantagem que não é encontrada na maioria dos outros produtos.
- Ação Anti-inflamatória: A Aloe Vera tem uma ação similar à dos esteróides como a cortisona, porém sem os efeitos nocivos que esta provoca. Por esta razão, pode utilizar-se em todos os transtornos inflamatórios, como a bursite, artrite ou picadas de inseto.
- Ação Coagulante: Como a Aloe Vera contém alto conteúdo de cálcio e potássio, ela provoca a formação de uma rede de fibras que retém os eritrócitos do sangue, ajudando assim a coagulação e a cicatrização necessária. O cálcio é um elemento muito importante para o bom funcionamento do sistema nervoso e para a ação muscular, sendo um grande catalisador em todo o processo de cicatrização.
- Ação Queratolítica: Esta ação permite que a pele danificada ou ferida se desprenda, havendo uma renovação de tecidos com células novas. Permite que exista também um maior fluxo sanguíneo através de veias e artérias, livrando-as de pequenos coágulos.
- Ação Antibiótica: Comprovou-se que a Aloe Vera inibe a ação destruidora de muitas bactérias, como a Salmonella e os Staphylococcus que produzem o pus, etc. É um produto excelente para a eliminação bacteriana, bem como para a sua prevenção.
- Ação Desintoxicante: Desintoxicação = eliminação + regeneração + assimilação Devido ao potássio que a Aloe Vera contém, ela melhora e estimula o fígado e os rins, que são os principais órgãos de desintoxicação. A Aloe contém ácido urônico, o qual elimina as toxinas ao nível celular.
- Ação Nutritiva: A Aloe Vera contém 18 dos 23 aminoácidos (componentes das proteínas) que o organismo necessita para formação de células e tecidos. Além disso, contém enzimas necessárias aos processamento dos carboidratos, das gorduras e das proteínas no estômago e no intestino.
- Ação Digestiva: A Aloe Vera contém uma grande quantidade de enzimas. Algumas enzimas podem ser produzidas pelo organismo (ex.: pelo pâncreas), porém outras não o são, havendo portanto a necessidade de serem adquiridas externamente. Durante o processo digestivo, as enzimas transformam as proteínas, convertendo-as em aminoácidos; os carboidratos em açúcares (glicose) e as gorduras em ácidos graxos. E desta forma esses elementos transformados são absorvidos pelo intestino e levados à corrente circulatória.
- Ação Energizante: A Aloe Vera ajuda no bom funcionamento do metabolismo celular, isto é, ajuda na produção da energia que o corpo necessita. Além disso, devido a seu conteúdo de vitamina C, ela produz uma ação que melhora e estimula a circulação e o bom funcionamento do aparelho cardiovascular. A vitamina C não é produzida pelo organismo, por isso temos de buscá-la externamente. Esta vitamina é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico, do aparelho circulatório, do aparelho digestivo, intervindo na prevenção da maioria das enfermidades.
- Ação Reidratante da Pele: A Aloe Vera penetra profundamente na pele e restitui os líquidos perdidos, além de restaurar os tecidos danificados de dentro para fora, como acontece no caso das queimaduras, tanto as ocasionadas por fogo, por radiação ou pelo sol.
- Ação Transportadora: A Aloe Vera é um veículo perfeito para transportar profundamente para dentro da pele outras substâncias ou elementos aos quais está combinada. Esta é a razão pela qual existem milhares de produtos cosméticos e medicinais misturados com Aloe.
- Ação Regeneradora Celular: A Aloe Vera possui o hormônio que acelera o crescimento de novas células e além disso elimina as células velhas. Graças a presença de cálcio na Aloe Vera, as células podem manter seu equilíbrio interno e externo, proporcionando assim melhor saúde celular a todos os tecidos do corpo, porque o cálcio regula a passagem dos líquidos nestas células.
Esta planta milenar será a ferramenta mais importante contra o câncer no futuro, embora já está comprovado desde 1939 que Aloe Vera previni, combate e cura o câncer. O Dr. Faith Strickland, do Centro de Câncer Anderson, da Universidade do Texas, assegura que Aloe Vera evita que o sistema imunológico da pele se danifique. Uma característica importante é que a Aloe Vera contém 18 aminoácidos que o corpo humano necessita para a formação de proteínas.
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